Negar a gravidade da pandemia pode ser falta de empatia

Por que tem gente que age como se a pandemia do Coronavírus não estivesse acontecendo? Negar  a gravidade da pandemia pode ser falta de empatia.  Por outro lado, como pessoas estão aproveitando este difícil momento para desenvolver ações de afeto, solidariedade e empatia? Este é o tema deste vídeo, onde além de explicar o que é empatia, mostra  como contribuir para tornar o Mundo pós-pandemia em um Mundo mais fraterno e solidário.

Quando negar a pandemia gera atitudes de falta de empatia

Este tema foi abordado no Programa Fantástico (Rede Globo) do dia 17 de maio de 2020. Vídeos como os garçons dançando o meme do caixão, no Rio Grande do Sul; a confusão por causa do uso de máscara, que deixou uma funcionária morta em supermercado do Paraná e o homem que debochou dos apelos para que colocasse a máscara, em uma farmácia na grande São Paulo, causaram revolta e indignação por parte do público.

Negar a pandemia pode ser um Mecanismo de Defesa

Especialistas dizem que tais atitudes podem ser um Mecanismo de Defesa, nestes casos de Negação. Não conseguir lidar com o peso de uma dor, perda ou notícia que traga sofrimento, pode levar sim a uma atitude de negação. Nestes, como em muitos outros casos de negação da gravidade da pandemia, porém, é mesmo falta de afeto, solidariedade e empatia. Exatamente empatia, que é a tendência ou comportamento de colocar-se no lugar do outro, sentir caso estivesse no lugar do seu próximo.

Em tempos de pandemia, é possível desenvolver a empatia

Alguns dizem que empatia é algo que se tem ou não tem. Isso não é verdade. Empatia não só pode ser desenvolvida, como também  despertada. É impossível, nestes tempos de pandemia, não sermos impactados com tudo o  que está acontecendo. É impossível não nos sensibilizarmos com a dor, que é generalizada e mundial. Vivemos um momento onde temos a oportunidade de ampliar nosso conceito de coletividade.

A pandemia pode ampliar o conceito de coletividade

Nos primeiros anos de nossa existência, nossa percepção do coletivo é sempre limitada aos nossos grupos de convivência imediata: família, escola, trabalho, religião e etc. Momentos como este, onde é possível identificar na dor e sofrimento de alguém, lá do outro do mundo, a mesma dor de um parente próximo, não há como não pensar de forma coletiva e maior. É sentir-se pertencente  a algo muito maior do que seus conceitos de “mundos” e “universos” particulares. 

Na esteira desta “consciência planetária”, surgem os movimentos coletivos ou individuais de solidariedade. O quadro do Jornal Nacional, “Solidariedade S/A”, vem revelando uma consciência de coletividade e social de empresas, que se mobilizam em atitudes de ajuda e empatia. Mas bem antes desses movimentos de solidariedade institucionais, temos o caso da costureira de Nilópolis, no Rio de Janeiro, que sensibilizada por aqueles que não estavam encontrando máscaras de proteção, pôs sua empatia em prática. Reciclando materiais de seu ateliê de costura, confeccionou máscaras e as distribuiu de forma gratuita.

Falta de empatia não é falta de religião

Alguns argumentam que falta de empatia é falta de religião. Isso não é verdade. Se empatia fosse fruto da educação religiosa, toda a nossa sociedade (moldada em bases cristãs), seria um grande exemplo coletivo de empatia. O próprio Jesus foi um grande exemplo de alguém que viveu a empatia em sua maior essência. “Não há maior amor do que este, do que alguém dar a vida pelos amigos” (empatia com os mais próximos). “Perdoar setenta vezes sete a quem te ofende” (empatia com os que precisam de compreensão em suas falhas). Porém, nada representou de forma tão perfeita a empatia, do que suas palavras: “fazer aos outros o que gostaria que fosse feito a você”. 

E você? Que ações de ajuda você está desenvolvendo, individualmente ou com algum grupo ou instituição?

O AUTOR

Luis Pimenta / Jornalista

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